FORÇAS ARMADAS ANGOLANAS-FAA ATERRORIZAM CIVIS NA RDC E SEIS PESSOAS PERDEM A VIDA

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC FAC), acusou hoje as Forças Armadas Angolanas (FAA) de lançarem uma ofensiva militar contra um civis na República Democrática do Congo (RDC), muito próximo da zona fronteiriça com o Território de Cabinda.

Segundo o comunicado da FLEC-FAC que a Mbembu Buala Press teve acesso, as Forças Armadas Angolanas-FAA lançaram uma ofensiva militar contra civis indefesos, suspeitos de pertencerem as fileiras militares das FAC, junto de Yema-di-Yanga e Mbaka-Khosi no setor de Kakongo, em Lukula, província do Kongo-Central, na aldeia de Kinkiama”, o incidente teve lugar na passada quinta-feira, às 21:45.

A ofensiva das FAA resultou na morte de 6 pessoas, incluindo 4 jovens do sexo masculino que foram decapitados, segundo a acusação da FLEC-FAC tal como se pode se ler no comunicado.

A aldeia de Kinkiama é suspeita de ser a base de recuo da FLEC-FAC, de acordo com as forças de defesa e segurança de Angola, segundo ainda o comunicado, que descreve um estado de instabilidade na região com a presença dos militares da FAA em várias aldeias do Congo Central na RDC, perto da fronteira com o Território de Cabinda.

Recordar que incursões armadas do género por parte das FAA nos Congos em perseguição quer dos efectivos das FAC e dos refugiados de Cabinda são mais que realidade.

Leia mais em: https://avozdecabindambembubuala.com/2020/09/12/accoes-hostis-do-governo-angolano-contra-os-refugiados-de-cabinda-nos-dois-congos/

INCURSÕES MILITARES DAS FAA NOS CONGOS

Sempre que são acusadas de tais actos as Forças Armadas Angolanas remetem-se ao silêncio absoluto, os distritos de Louvakou (Malolo) e Kimongo (Ilou-Panga), são algumas regiões do Congo Brazzaville onde tais incursões continuam a ter lugar. As incursões militares nos Congos das Forças Armadas Angolanas-FAA devido ao “Problema de Cabinda” remontam desde à década de 70. Por conseguinte de 2016 à 2019, foram reportadas várias acções da Armada Angolana na RDC e na República do Congo “Brazzaville”, que ceifaram e continuam a ceifar a vida de muitos cidadãos de Cabinda, de Angola e dos Congos, tal como nos incidentes abaixo:

– Que ocorreu no dia 06 de Junho do corrente, onde efectivos das FAA executaram barbaramente dois cidadãos da aquele país (Makosso Daniel e Dembi Alphonse), o coordenador e o secretário da região de Koulombo por suspeitas do apoio destes aos efectivos das Forças Armadas de Cabinda – FAC, o triste incidente teve lugar no distrito de Tchamba-Ndzassi, segundo noticiou à agência BrazzaNews;
Vítimas das FAA

– Rafael Gomes Lelo “RAFA”, 52 anos, assassinado barbaramente no dia 10 de Julho de 2019, na aldeia congolesa de Tele (República do Congo Brazzaville) na região de Tchiminzo;
Vítima das FAA

-Francisco Malonda Gomes “Masuwa”, espancado e morto a tiro no centro de refugiados de Nlundu Matende (RDC) no dia 15 de Agosto de 2019;
Vítima das FAA

-Ngoma Ngiangi, cidadão da RDC, morto pelas FAA no 12 de Maio de 2019; de um outro cidadão da RDC não identificado morto no dia 17 de Junho também de 2019, só para citar.

Recentemente as autoridades da República Democrática do Congo (RDC), denunciaram essas incursões no seu solo que consideraram de serem ilegais, tal como descreveu Gilbert Kankonde, Vice-primeiro Ministro do Interior, Segurança e Assuntos Costumeiros no decorrer da 36º reunião do Conselho de Ministros do Executivo Nacional da RDC, realizada no 19 de Junho de 2020 por vídeo conferência, sob à presidência de Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, presidente da RDC.

Coube ao porta-voz do Executivo Nacional da RDC, David Jolino Makelele, reportar o de mais importante abordado sobre as acções terroristas das FAA no território congolês, “Com relação a situação na fronteira, verificamos incursões militares das Forças Armadas Angolanas -FAA no interior do nosso território, mais concretamente na região de Lukula, sob o pretexto de perseguição dos Independentistas de Cabinda da Flec. O Conselho de Ministro, recomendou que se denunciem tais incursões nas organizações sub-regionais e bem como que se aborde à questão com as autoridades angolanas”.

A invasão “incidente militar” perpetuado pelas Forças Amadas Angolanas na RDC, obrigou o reforço do contingente militar das Forças Armadas da República Democrática do Congo-FARDC em Lukula (Kongo-Central), por parte das autoridades congolesas para que não se repitam as acções das FAA no solo congolês.

Contudo, nos parece que as autoridades angolanas preferem continuar com a via belicista para o extermínio dos Cabindenses.

Texto de Baveka Mayala

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