EM ANGOLA SE PODE MANIFESTAR, MAS EM CABINDA É PROIBIDO

Segundo as ordens superiores dos dirigentes do MPLA que instruíram as suas forças de defesa e segurança à impedir com todas forças e meios a manifestação que teria lugar no sábado findo, 12 de dezembro, no Território Cabinda.

Apesar da repressão da manifestação do passado 28 de Novembro do corrente que culminou com detenções, os activistas dos direitos humanos e membros da sociedade civil cabindense destemidamente voltaram às ruas da cidade de “Tchiowa” – Cabinda neste 12 Dezembro onde pretendiam “denunciar as gravíssimas violações das liberdades fundamentais” ao longo dos 45 anos da presença do MPLA em Cabinda, mas infelizmente, mais de uma dezena destes acabaram detidos pela polícia angolana presente nas terras do Maiombe.

Do grupo de detidos constavam Alexandre Fernandes Liongo Ncasso, nacionalista Cabindense, Alexandre Kuanga Nsito, Presidente da Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos “ADCH” e outros membros da sociedade civil cabindense (que segundo alguns activistas já se encontram em liberdade).

Tal como foi confirmado a Mbembu Buala Press (A Voz de Cabinda), os promotores da manifestação advogam que a governação do MPLA em Cabinda, tem posto em causa “a vida, a liberdade de expressão, de reunião, de opinião, de associação, de circulação, e da Paz, provocando uma degradação económica, social e saúde pública profunda, pobreza profunda, julgamento e condenações injustas, detenções arbitrárias, perseguições e mortes sem precedentes”.

A Manifestação reprimida do sábado findo, 12 de Dezembro se enquadra nas comemorações da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ocasião que serviria também aos promotores para exigirem das autoridades angolanas a “Paz e o Diálogo para Cabinda” como forma de resolução da eterna situação político-militar do território.

Mas que pelos vistos o diálogo é só do “Zaire ao Cunene”, bem como as manifestações que de agora em diante só podem ser realizadas em Angola, após os puxões de orelhas da comunidade internacional às autoridades angolanas pela morte de activistas pela policia angolana sobretudo em Luanda, mas, que são drasticamente reprimidas no Território de Cabinda. 

Texto de Baveka Mayala 

#Mbembubualapress

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