AS PERSEGUIÇÕES DOS ÓRGÃOS DE DEFESA E SEGURANÇA ANGOLANA EM CABINDA

Recentemente (A VOZ DE CABINDA MBEMBU BUALA), noticiou sobre o estado de sítio decretado pelas autoridades angolanas no território de Cabinda, devido às manifestações convocadas pelo Movimento Independentista de Cabinda – MIC e Associação para Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos – ADCDH aprazadas para o mês de Dezembro deste 2019 que já está na recta final.

Como já se previa após o anúncio das referidas manifestações, com maior pendor às Mega Manifestações do MIC, anunciadas precisamente no dia 28 de Outubro do corrente ano, no link abaixo poderá regozijar-se mais sobre o assunto:

https://avozdecabindambembubuala.com/2019/10/29/mic-anuncia-vaga-de-mega-manifestacoes-em-cabinda-para-exigir-a-realizacao-do-referendo-para-independencia-total-de-cabinda/

Precisamente em Novembro, os órgãos de defesa e segurança de Angola no território de Cabinda anteciparam à sua prevenção que normalmente tem início em Dezembro devido à quadra festiva para impedir a todo custo à realização das actividades programadas quer pelo MIC e pela ADCDH. O que se pode caracterizar como “corte da actividade”, já que não foi preciso revelar e nem se quer prevenir.   

A primeira vítima da “OPERAÇÃO ALICATE” da Secreta Angolana em Cabinda foi o Sr. Sebastião Quim Barros, membro da União dos Cabindeses para Independência-UCI, que foi raptado no dia 28 de Novembro por efectivos dos Serviços de Inteligência Militar (SIM) das Forças Armadas Angolanas-FAA, no Cabassango enquanto exercia actividade de táxi, ficou detido por algumas horas na unidade de Chinga militar, onde foi submetido a um rigoroso interrogatório, apesar de não ter sofrido agressões físicas não escapou das agressões psicológicas e bem como da privação de sua liberdade de forma ilegal, conferir no link abaixo as declarações da vítima no nosso canal youtube: 

https://youtu.be/6gESnZBNjPI

No dia 06 de Dezembro os efectivosdos órgãos de defesa e Segurança de Angola (polícia, SINSE, SISM e SIC)deram início às acções de caça ao homem em vários bairros de Cabinda à procura dos membros do MIC e não só! E não tardaram às reações dos Cabindas nas redes sociais, contra à “Operação Alicate” do MPLA em Cabinda para impedir o grito de Ipiranga dos filhos de Cabinda sedentos de Liberdade, Paz e Justiça”.  

“Há muita movimentação das forças militares e da segurança angolana no território. Mas em Luanda encontra se reunido o Conselho de Paz e Segurança da UA (União africana). Na verdade um dos conflitos é de Cabinda, com governo de Angola liderado pelo MPLA”.

“Quero aqui dar um conselho as forças acima referida: as marchas em Cabinda nuncam foram violentas, Sempre pacíficas”, assim escreveu Alexandre Nkuanga Nsito. 

“Para as forças de segurança agirem devem ter enconta a proporcionalidade e, esses  militares, polícias e agentes do SINSE deveriam cobrir essas marchas em direito. Porque mesmo até no estado de sítio são responsabilizados os que agirem com dolo. Portanto, queremos nesta marcha protecção  aos manifestantes porque a liberdade é o fundamento para o desenvolvimento do homem. Falo como defensor dos direitos humanos em Cabinda na ADCDH”, concluiu. 

Precisamente ontem um dia antes da manifestação “09.12.19”, estes efectivos intimidaram o Advogado Arão Tempo. 

“Hoje dia 09 de Dezembro de 2019,Há trinta minutos, quando eram 12 horas 40 minutos, 4 supostos agentes da segurança, a paisana, armados com pistolas e conduziam motorizadas, foram na rua onde fica a casa do Advogado Arão Bula Tempo (Presidente do MRPCS ) recolhendo informações sobre a sua pessoa. Não queriam entrar no quintal do mesmo, simplesmente queriam saber dele através dos vizinhos, diziam eles que o Advogado têm estado a influênciar o espírito independentista em Cabinda.

Informação que nos foi facultado pelos vizinhos e agentes comerciais que fazem comércio na mesma rua”, denunciava Maurício Gimbi, Presidente da UCI à perseguição dos Serviços Secretos angolanos em Cabinda contra o Dr. Arão Tempo.

A Membu Buala, apurou junto de fontes fidedignas, que efectivos dos serviços de segurança e da polícia angolana, cercaram a casa do DR. ARÃO BULA TEMPO, neste dia (09.12), armados no período compreendido das 09h00 às 13h00, um grupo posicionou-se na entrada principal enquanto o outro circulava em motos civis nos arredores da sua residência.

A Secreta angolana acusa o Dr. Arão Tempo der ser o grande motivador do espírito independentista do Povo de Cabinda e de ser ainda o grande mentor das manifestações levadas à cabo pela juventude Cabindesa, sendo estas as principais razões da perseguição sem tréguas. 

“Muitos estão agora circular de motas civis a circular com fins que só eles podem justificar”, em jeito de pedido de socorro, denunciou, Arão Bula Tempo.

Das constatações feitas à Mbembu BUALA apurou que as forças do governo angolano encontram-se nos seguintes locais, preparados para impedir à actividade do MIC:

Apesar do grande trânsito provocado pela obra de construção, à Avenida Duque de Chiazi, regista uma moldura humana na parada dos fiéis, fontes nos confirmaram que muitos são da Secreta angolana mas estão à paisana o que difere da paragem do Yema, Zinga Manuel, Nissan, Hospital Central, Bombeiros, Maria Helena, largo do Ambiente e no Tafi, onde às forças estão armados até aos dentes.

Esperemos que à comunidade internacional esteja a par e passo do que se está à passar realmente no território de Cabinda, pois o povo está farto desta opressão e repressão sem tréguas desencadeada de forma agressiva pelo governo angolano liderado por João Lourenço. 

Contudo, solicitamos à comunidade internacional que impute responsabilidades ao governo angolano caso venha acontecer algo de mal à integridade física do Dr. Arão Bula Tempo e à todos os membros  do MIC e não só que estarão nas ruas de Tchiowa em Cabinda hoje 10.12.2019 à manifestar a favor da independência total de Cabinda de forma pacífica.  

Texto de Baveka Mayala 

© 2019 VOICE OF CABINDA – MBEMBU BUALA, PELA VERDADE E JUSTIÇA – CABINDA ACIMA DE TUDO E DE TODOS 

2 comentários sobre “AS PERSEGUIÇÕES DOS ÓRGÃOS DE DEFESA E SEGURANÇA ANGOLANA EM CABINDA

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